AVALIAÇÃO DA PERDA DE HABITAT DA ARARA AZUL

AVALIAÇÃO DA PERDA DE HABITAT DA ARARA AZUL

AVALIAÇÃO DA PERDA DE HABITAT DA ARARA AZUL

Coordenação: Neiva Maria Robaldo Guedes
Equipe: Fernanda Mussi Fontoura, Kéfany Ramalho, Carlos Cezar Corrêa, Lucas Rocha

No início da década de 80, a situação da arara-azul, Anodorhynchus hyacinthinus, (o maior psitacídeo do mundo) era crítica: devido a captura para o tráfico, a descaracterização do ambiente e a coleta de penas pelos indígenas. A população foi extremamente reduzida, sendo estimada em torno de 1.500 indivíduos. O Projeto Arara Azul estuda a biologia e relações ecológicas da arara azul-grande, realiza o manejo e promove a conservação da arara azul em seu ambiente natural, numa área de 400 mil hectares no Pantanal no Estado de Mato grosso do Sul, desde 1990. Neste período de trabalho, vimos a arara azul sair da lista de espécies ameaçadas de extinção do Brasil (dezembro de 2014), graças principalmente, aos excelentes resultados obtidos pelo Projeto. No Pantanal Sul, as araras-azuis são bastante seletivas, pois 95% de seus ninhos são encontrados em uma única espécie arbórea: o manduvi (Sterculia apetala) e são dependentes de duas palmeiras para alimentação: acuri (Scheelea phalerata) e bocaiúva (Acrocomia aculeata), das quais comem apenas as nozes. Além disso, no mesmo período de reprodução, outras espécies que também ocupam grandes cavidades, disputam com elas, locais para reprodução. Entretanto, em virtude da pressão do aumento da população humana, do desenvolvimento para produção de mais alimento e a descaracterização do ambiente, provocam um aumento na escassez de cavidades e consequentemente da perda de habitat. Desta forma, este projeto visa avaliar a perda de habitat da arara azul e das outras 17 espécies que co-habitam com ela, buscando a conservação da biodiversidade aliada ao desenvolvimento regional sustentável. O trabalho é realizado no Pantanal de Miranda, na base de campo situada no Refúgio Ecológico Caiman, a 235 km de Campo Grande. A metodologia segue técnicas já consagradas na literatura. Como resultado espera-se a manutenção das populações da fauna pantaneira e da conservação da biodiversidade.

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