Conservação das Araras Azuis na região de Carajás, no Pará

Conservação das Araras Azuis na região de Carajás, no Pará

Conservação das Araras Azuis na região de Carajás, no Pará

Coordenação: Flávia Presti
Equipe: Flávia Presti, Grace Ferreira, Thiago Filadelfo, Neiva Guedes

A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) está distribuída em três regiões do Brasil com populações aparentemente isoladas. Estudos realizados a longo prazo, relacionados a biologia reprodutiva e levantamento dos itens alimentares das araras são necessários, uma vez que muitas das perguntas importantes sobre a ecologia de psitacídeos envolvem estudos de seu habitat e comportamento. Assim, o objetivo desta pesquisa foi coletar informações sobre os aspectos da biologia reprodutiva das araras-azuis na região do mosaico de Carajás e seu entorno, bem como observar as espécies vegetais que utilizam para se alimentar e assim, ampliar o conhecimento sobre a espécie, auxiliando os planos de manejo para a preservação da mesma. Durante quatro campanhas de coleta, itens alimentares foram coletados, cavidades arbóreas foram localizadas e cadastradas como ninhos ativos quando encontradas com ovos e/ou filhotes. Foram obtidos um total de 67 registros de cavidades, onde 24 estavam ativos com ovos e filhotes. A maioria das cavidades-ninho foram registradas em Sterculia sp. (87%) as demais, nas espécies vegetais: Euxylophora paraensis, Bertholletia excelsa, Cariniana sp., Parkia sp., Ceiba pentandra, Bagassa guianensis, Parkia aff. Gigantocarpa, Helicostylis tomenosa, Schizolobium sp. Restos de frutos de palmeiras de inajá (Maximiliana maripa), tucum (Astrocaryum sp.), gueroba (Syagrus oleracea), macaúba (Acrocomia aculeata) e bacuri (Scheelea phalerata) foram coletados dentro dos ninhos, no chão abaixo do ninho e próximo as palmeiras, porem a principal fonte alimentar das araras-azuis nessa região são os frutos de inajá. Pelo fato da arara-azul ser considerada vulnerável à extinção e, uma vez que a área de ocorrência da mesma se encontra em constantes mudanças ambientais e intensas atividades antrópicas, torna valioso todo e qualquer esforço para a coleta de dados nessa região e futuros monitoramentos são necessários para promover a conservação dessa espécie.

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