Estudo de Variabilidade Genética

Estudo de Variabilidade Genética

Estudo de Variabilidade Genética

Coordenação: Prof. Dra. Cristina Yumi Miyaki, Departamento de Genética e Biologia Evolutiva Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo
Equipe: Cristina Miyaki, Flávia Presti, Neiva Guedes e equipe do Projeto Arara Azul

O Laboratório de Genética e Evolução Molecular (LGEMA) do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo iniciou seus trabalhos em 1992. A parceria com o Projeto Arara-azul foi uma das primeiras a serem estabelecidas e sempre foi uma das mais importantes. Vários dos alunos formados e sendo formados pelo grupo iniciaram seu treinamento de campo sob supervisão atenta da Profa. Neiva M.R. Guedes. Muitos desses alunos adquiriram experiência de campo graças a essa oportunidade de estagiar junto ao Projeto Arara-azul. Além disso, amostras de araras-azuis e de araras-vermelhas monitoradas pelo grupo têm sido utilizadas em diversos projetos de pesquisa de alunos de graduação (ROCHA, 2002), de pós-graduação (CAPARROZ, 1998; FARIA, 2000; PRESTI, 2006) e de pós-doutoramento do LGEMA.

Os projetos de pesquisa do LGEMA têm como objetivo geral compreender a distribuição da variabilidade genética de aves, principalmente da região neotropical. Esses dados são utilizados para inferir os padrões de distribuição geográfica e os processos geradores da sua mega-diversidade, visando compreender melhor a biogeografia histórica dos grupos de aves; e também buscamos auxiliar a conservação das espécies. Trabalhamos com dados de variabilidade genética em vários níveis: individual, populacional e de níveis taxonômicos mais elevados (como gêneros e famílias). Especificamente no caso da conservação da Arara-azul, estamos preocupados em compreender:

1) sua estrutura genética populacional para identificar a(s) possível(is) origem(ns) geográfica(s) de aves apreendidas, visando auxiliar o planejamento de ações de fiscalização para evitar a retirada de aves da natureza;
2) alguns dados sobre sua biologia reprodutiva, como, por exemplo, avaliar se filhotes encontrados no mesmo ninho são mais semelhantes geneticamente e, portanto, mais aparentados do que filhotes encontrados em ninhos diferentes;
3) identificar o sexo das aves (uma vez que não há diferença morfológica externa entre os sexos), permitindo avaliar dentre os filhotes de vida livre quantos e quais são machos e fêmeas e para formar casais para a reprodução em cativeiro e graças à parceria com o Projeto Arara-azul, vários dados foram gerados e fizeram parte de trabalhos de iniciação científica e de pós-graduação que foram apresentados em congressos e publicados em forma de resumos ou artigos completos (CAPARROZ et al., 2001; FARIA & MIYAKI, 2006).

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail cymiyaki@usp.br

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