MONITORAMENTO DE NINHOS NATURAIS E ARTIFICIAIS NO PANTANAL DE MATO GROSSO

MONITORAMENTO DE NINHOS NATURAIS E ARTIFICIAIS NO PANTANAL DE MATO GROSSO

MONITORAMENTO DE NINHOS NATURAIS E ARTIFICIAIS NO PANTANAL DE MATO GROSSO

Coordenação: Neiva Guedes
Equipe: Luciana Ferreira, Grace Ferreira da Silva, Pixico (Assistente de Pesquisa do Instituto Arara Azul)

O Monitoramento de ninhos na Região de Mato Grosso é realizado na Fazenda São Francisco do Perigara, localizada na Bacia do Rio São Lourenço, no Pantanal de Barão de Melgaço. O clima da região é do tipo tropical de savana (AW), de acordo com a classificação de Köppen, caracterizado por quatro estações distintas: “enchente” (Outubro a Dezembro), “cheia” (Janeiro a Março), “vazante” (Abril a Junho) e “estiagem” (ou “seca”) (Julho a Setembro) (Dourojeannni, 2006). A temperatura média anual do ar oscila entre 22°C e 32ºC e a precipitação média anual entre 1100 e 1200 mm (Hasenack et al., 2003). É uma área de difícil acesso, (sendo possível apenas por avião pequeno ou barco). Faz divisa com áreas indígenas e a Reserva do Sesc Pantanal.

O estudo na fazenda São Francisco do Perigara através do Projeto Arara Azul, visa monitorar os aspectos reprodutivos da população de araras-azuis, ampliar o conhecimento sobre a espécie em toda a sua área de ocorrência e traçar planos adequados de manejo para a conservação na região.

Neste propriedade, existe um bocaiuval (aglomerado de palmeiras bocaiuvas), próximo à sede da fazenda, que foi reservado pelo proprietário há mais de 50 anos, onde as araras azuis se concentram para dormir. Sem grandes perturbações e com a convivência pacífica com os bois, essa fazenda, tornou-se um verdadeiro Refúgio para as araras.

Desde 2005, são realizadas 2 a 3 viagens anualmente, para o monitoramento de ninhos e da população. Existem cerca de 25-30 ninhos ativos na fazenda e a grande quantidade de araras demonstra que a área é mais utilizada como área de dormitório e alimentação.

As atividades de monitoramento de ninhos é realizada seguindo a mesma metodologia desenvolvida no Pantanal do MS, onde os ninhos são identificados, cadastrados e monitorados. Quando encontrados ovos e/ou filhotes, os mesmos passam a ser monitorados e acompanhados, e as informações vão para o banco de dados do Projeto Arara Azul.

Em 2010 foram instalados 10 ninhos artificiais, pois há uma escassez de cavidades na região toda, embora tenham sido observados muitos manduvís, porém, os mesmos não apresentam ocos.

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