Projetos

Educação Ambiental

A educação ambiental pode ser definida como um processo que visa o desenvolvimento de uma população consciente e preocupada com o ambiente e com os problemas que lhe são associados; que tenha conhecimentos, habilidades, atitudes, motivações e compromissos para trabalhar individual e coletivamente na busca de soluções para os problemas existentes e para a prevenção de novos. É uma importante ferramenta, uma vez que a sua implementação está prevista na Política Nacional da Educação Ambiental para todos os níveis de ensino, não como disciplina, mas como tema a ser incluído nos diferentes conteúdos programáticos.

Desde o início de suas atividades, o Projeto Arara Azul realiza diversas atividades de divulgação e envolvimento da população local. Inicialmente a houve o levantamento da população pantaneira; através de questionários e diferentes sondagens, foi possível descobrir que o melhor meio de comunicação no Pantanal, na época, era o rádio. Posteriormente foram elaboradas e divulgadas mensagens educativas nas emissoras de rádios de maior audiência no Pantanal bem como distribuição de folders e cartazes. Faz parte do trabalho de campo conversar com os peões, fazendeiros e moradores locais, quando se visita às fazendas para monitoramentos de ninhos. Enfocando a arara-azul, os proprietários são orientados sobre desmatamentos, queimadas, conservação de espécies ameaçadas, replantio e conservação do manduvi, biodiversidade e ecoturismo. Envolver e sensibilizar a população rural, através de palestras para os peões e fazendeiros, nas propriedades onde se realizam os trabalhos é fundamental. Como resultado, a equipe de campo tem sua atuação ampliada com a ajuda dessa população que, conhecendo alguns aspectos do comportamento das araras, podem auxiliar na descoberta de novos ninhos ativos, que são cadastrados pelos técnicos. Além dessa atuação direta, outro resultado indireto é à diminuição sensível do tráfico de animais silvestres, nas regiões de atuação do Projeto.

Áreas de atuação

Envolvimento com a população

Desde o início de suas atividades, o Projeto Arara Azul realiza diversas atividades de divulgação e envolvimento da população local. Inicialmente a bióloga Eliza Mense fez levantamento da população pantaneira; através de questionários, descobriu que o melhor meio de comunicação no Pantanal, na época, era o rádio. Posteriormente foram elaboradas e divulgadas mensagens educativas nas emissoras de rádios de maior audiência no Pantanal bem como distribuição de folders e cartazes.

Faz parte do trabalho de campo conversar com os peões, fazendeiros e moradores locais, quando se visita às fazendas para monitoramentos de ninhos. Enfocando a arara-azul, os proprietários são orientados sobre desmatamentos, queimadas, conservação de espécies ameaçadas, replantio e conservação do manduvi, biodiversidade e ecoturismo. Envolver e sensibilizar a população rural, através de palestras para os peões e fazendeiros, nas propriedades onde se realizam os trabalhos é fundamental. Como resultado, a equipe de campo tem sua atuação ampliada com a ajuda dessa população que, conhecendo alguns aspectos do comportamento das araras, podem auxiliar na descoberta de novos ninhos ativos, que são cadastrados pelos técnicos. Além dessa atuação direta, outro resultado indireto é à diminuição sensível do tráfico de animais silvestres, nas regiões de atuação do Projeto.

Desde 1998 a atividade de educação ambiental é coordenada por Neliane Guedes Corrêa, educadora no Projeto. O trabalho de divulgação do Projeto Arara Azul e seus resultados, atingiu grande parte da população pantaneira sul mato-grossense e do Brasil como um todo. É possível afirmar que muitas pessoas ouviram falar do Projeto e têm manifestado interesse em conhecer mais e colaborar. Os peões e fazendeiros pantaneiros, passaram a ter orgulho de contar com as araras-azuis nas suas propriedades e querem conservá-la. Atualmente, são inúmeras as solicitações para estudar as araras no Pantanal ou outras partes do Brasil.

Palestras

Desde o início do Projeto mais de uma centena de palestras foram proferidas em diversos locais e regiões do Brasil e exterior. Palestras são proferidas nas escolas, universidades além de participação em congressos, simpósios e eventos no Brasil e no exterior, tanto para o meio científico, quanto para a comunidade em geral. Como ferramenta de sensibilização de crianças e para que aprendam de forma lúdica são utilizadas fantasias e brincadeiras.

Na base do Projeto, na Caiman, assim como no Centro de Sustentabilidade do Instituto Arara Azul, são ministradas palestras aos turistas brasileiros e estrangeiros que visitam. Nas palestras, os técnicos fornecem informações e divulgam os resultados dos estudos sobre as araras azuis. Mensalmente são atendidos em média 50 a 70 pessoas em 14 a 18 palestras mensais. Em divulgações pode-se ver a relação de palestras que foram proferidas.

O Instituto Arara Azul disponibiliza, aos alunos das escolas de Campo Grande a possibilidade de participarem de Oficinas de Educação Ambiental no Centro de Sustentabilidade.

Feiras e exposições

Para abranger um público maior, a participação em feiras e eventos tem se mostrado uma boa estratégia, pela diversidade de público que frequentam estes locais. Nas feiras, são expostos banners e distribuídos folhetos educativos, os técnicos prestam maiores esclarecimentos sobre o trabalho realizado e os resultados obtidos nas pesquisas.

De 2004 a 2006, o Projeto Arara Azul participou da FECIR – Feira Ecológica, Cultural, Indígena e Rural da Cidade de Miranda-MS, uma feira anual em comemoração ao aniversário da cidade. Atividades especiais como jogos (quebra-cabeça, desenhar, montar e colorir) e brincadeiras foram desenvolvidos nestes espaços para as crianças. Em 2006, o Projeto montou um estande juntamente com outros projetos de conservação, como Papagaio Verdadeiro, Onça Pintada e Ariranha. Foi lançado um concurso de desenho e houve a participação de mais de 300 crianças e ao final da feira, foram premiados alguns desenhos que se destacaram.

Em 2006 participou, a convite da Toyota do Brasil, da Feira do Japão realizada em junho em São Paulo e do Espaço Ecologia, realizado em julho em Campos do Jordão. Foi a 1ª vez que o Projeto foi exposto fora do Pantanal. A receptividade foi boa, foi uma experiência inédita e deu a oportunidade de mostrar o Projeto para pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-lo.

No final de maio de 2007, o Projeto Arara Azul participou do II Encontro Brasileiro de Observação de Aves – AVISTAR 2007, no Parque Vila Lobos, em São Paulo-SP. Com seu estande, o Instituto Arara Azul realizou atividades de comunicação e exposição de produtos exclusivos do Projeto. Em um ambiente aberto, em uma árvore do parque, foi instalado um ninho artificial para visitação de crianças, com monitoria e mini-palestra.

Em 2015 foi realizado em Campo Grande-MS, pela 1 vez no Brasil, 9° Simpósio Internacional de Psitacídeos, com o tema Brasil: Terra dos Papagaios, que contou com a presença de 100 participantes de 14 países diferentes e de 12 Estados brasileiros. O objetivo deste evento, considerando todas as Edições, é de criar um fórum para a discussão da conservação de psitacídeos com a discussão de ações de conservação, genética, saúde, reintrodução de espécies da natureza e tráfico desses animais. O Simpósio é realizado com a presença de pesquisadores renomados, futuros pesquisadores dedicados ao assunto, estudantes, apoiadores, doadores e organizações de conservação pelo mundo.

Treinamentos

O estagiário ou voluntário selecionado para passar um período, no mínimo de 03 meses, no Pantanal, com a equipe do Projeto Arara Azul precisa ter em mente que estará realizando um trabalho e não um passeio ou turismo. Porém, terá oportunidade de fotografar, filmar e aproveitar a paisagem, sempre que em horário de folga.

O treinamento consiste em aprender as técnicas de alpinismo e rapel, o que dura, em média, 5 dias. Após esse treinamento, o estagiário/voluntário passará pelo treinamento que permitirá acessar os ninhos naturais e/ou artificiais para monitoramento de ninhos e filhotes. É importante dizer que, durante todo o tempo a pessoa precisará estar atenta as informações dadas pelo biólogo responsável e pelo assistente de campo, pois muitas informações são repassadas informalmente.

Em campo, o dia, normalmente, começa bem cedo (por vota das 05h30), pois é necessário acompanhar e monitorar o comportamento das araras que acordam com os primeiros raios do sol. A equipe retorna para a base para almoço. O trabalho de campo, só acaba por volta das 17 horas. O que causa um grande cansaço físico. Porém, o trabalho, não necessariamente acaba, pois há muito o que ser realizado na base, pois as amostras, fotos, vídeos e dados coletados em campo, precisam ser processados para os devidos relatórios.

A educação ambiental como ciência cidadã

O Instituto Arara Azul tem envolvido vários cidadãos nas suas atividades científicas, gerando conhecimento e compreensão sobre a importância da conservação da biodiversidade. Desde o início dos projetos de pesquisa, os cidadãos, tanto no campo como na cidade, passaram a contribuir com as ações do Instituto Arara Azul, assumindo um papel de agentes “defensores” na proteção ambiental. Através das diferentes ações com diferentes públicos, existem oportunidades de aprendizagem, prazer pessoal, benefícios sociais e satisfação em contribuir com os projetos de pesquisa. As oportunidades oferecidas pelo Instituto Arara Azul, proporcionam o maior envolvimento do público e uma democratização da ciência. A partilha do conhecimento que o Instituto oferece é organizada em várias atividades para os diferentes públicos e faixa etárias, proporcionando uma linguagem adequada para a compreensão do público envolvido.

Com as atividades de educação ambiental indo ao encontro da Ciência Cidadã, o envolvimento da comunidade local, que passou a prestar mais atenção na natureza, nas espécies e suas relações ecológicas tem aumentado. Muitos proprietários passaram a conservar áreas de plântula de manduvi, fazer plantio e replantio de mudas de manduvi e cuidar das araras, da fauna e dos ninhos.

Atividades educativas com o público infanto-juvenil são desenvolvidas nas Escolas, no Centro de Sustentabilidade do Instituto Arara Azul, na sociedade organizada e nas comunidades locais, em forma de oficinas, palestras, teatros, expedições mirins, entre outras. Tanto nas comunidades rurais como nas urbanas.

Com o público adulto, a ciência cidadã trabalha nas comunidades, nas Universidades, com grupos de artesões, com os moradores da cidade, com proprietários e comunidades rurais, com turistas de observação, empresários, entre tantos outros que possam ser envolvidos no trabalho de conservação.

A difusão dos resultados nos meios de comunicação

A divulgação e disseminação dos resultados obtidos, além das atividades educativas, são produzidas informações para os diferentes meios de comunicação: palestras, rádios, jornais, revistas, Internet, vídeos, televisão, participação em feiras e eventos, entre outros. São grandes as produções de publicações e divulgações realizadas sobre as araras azuis, araras Canindés e outras espécies desde o início dos projetos. A mídia, também, é uma grande parceira com divulgações constantes nos diferentes veículos de comunicação. Como exemplo, anualmente, é realizada a centimetragem desta mídia voluntária e os valores que chegam a ser superiores a vinte milhões de reais ao ano.

Ajude a manter as araras livres na natureza

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