Programas

Projeto Aves Urbanas - Araras na Cidade

Breve histórico

Em 1999, foi acompanhada a chegada das araras-canindé (Ara ararauna) e araras-vermelhas (Ara chloropterus) em Campo Grande, a Capital de Mato Grosso do Sul. Na época, houve um período acentuado de estiagem que, somados aos desmatamentos e queimadas, na zona rural e municípios do entorno, provocaram grande escassez de alimentos. Elas vieram de Terenos em grupos de 48 e 27 indivíduos. Uma parte do grupo se estabeleceu em Campo Grande e outra parte, continuou migrando para Ribas do Rio Pardo, Águas Claras, Três Lagoas, chegando até a divisa de Mato Grosso do Sul com São Paulo e Paraná. Atualmente, a arara-canindé (Ara ararauna) se tornou uma espécie comum na cidade de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.

O projeto

Embora seja comum e com ampla distribuição, a arara-canindé era pouco estudada em vida livre. Estudos detalhados sobre o seu sucesso reprodutivo são importantes para monitorar a população a médio e longo prazo. Desta forma, a expertise adquirida com o Projeto Arara Azul foi fundamental para dar início ao Projeto Aves Urbanas-Araras na Cidade.

O objetivo

O objetivo principal deste projeto é monitorar o sucesso reprodutivo da arara-canindé e analisar os resultados, ao longo dos anos, com o desenvolvimento da cidade.

A área do projeto

As atividades de pesquisa e conservação são implementadas na área urbana de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Os ninhos naturais

Para fazer os seus ninhos, a arara-canindé utiliza troncos de cinco espécies de palmeiras mortas que estão localizados dentro dos quintais das residências, imóveis comerciais, calçadas e passeios públicos em avenidas e parques da cidade de Campo Grande. A maioria dos ninhos cadastrados (54%) ficam dentro ou próximos de áreas verdes. Já são mais de 350 ninhos cadastrados e monitorados pelo Projeto Aves Urbanas – Araras na Cidade.

Por não ser uma espécie ameaçada de extinção, o Instituto Arara Azul não recomenda a colocação de ninhos artificiais para esta espécie, pois estes poderão intervir negativamente no equilíbrio do ecossistema. No entanto, você pode ajudar plantando árvores frutíferas que ofertarão alimento e palmeiras que serão futuros ninhos.

O monitoramento

Os ninhos cadastrados são monitorados, periodicamente, pela equipe técnica. No período reprodutivo, os ovos e os filhotes são acompanhados, desde a postura do ovo até o voo do filhote. Antes de voarem, os filhotes recebem anilha e nano chip para identificação e têm material biológico (exemplo: sangue, fezes) e outros materiais coletados para avaliação da sanidade das aves.

O período reprodutivo da arara-canindé, em Campo Grande, ocorre de agosto a dezembro, podendo se prorrogar até janeiro ou fevereiro do ano seguinte.

O sucesso

As araras-canindé estão se reproduzindo com sucesso na área urbana de Campo Grande. Estudos complementares poderão determinar os fatores que influenciam a reprodução dessa espécie na cidade. As araras híbridas (resultado do cruzamento de arara-canindé com arara vermelha também estão sendo monitoradas.

A espécie, por ser tão emblemática, tem sido utilizada em ações educativas que envolvem a comunidade, principalmente para chamar a atenção para a importância da conservação da biodiversidade.

Nas políticas públicas, o projeto também vem inspirando e dando suporte para a elaboração de diretrizes legais de proteção da biodiversidade. Em 2015, através da Lei Municipal n. 5.561, de 15 de junho, Art.1º, a arara-canindé foi instituída como Ave Símbolo do Município de Campo Grande; vindo ao encontro do esforço e dedicação do Projeto “Aves Urbanas-Araras na Cidade” pela conservação da espécie. Em 2018, a Lei Municipal n. 6.075 foi sancionada para proibir o corte, derrubada, remoção ou sacrifício de árvores, adultas ou não, onde situam-se ninhos de arara-canindé (Ara ararauna) e arara-vermelha (Ara chloropterus). E, atualmente, a Lei Municipal n. 6567, de 19 de março de 2021, reconhece o Município de Campo Grande como a Capital das Araras e institui o dia 22 de setembro como o dia “Municipal de Proteção das Araras”.  O objetivo de eleger este dia é o de levar a informação à coletividade sobre a necessidade de assegurar a conservação da fauna local, tendo as araras como espécies bandeira.

Turismo de observação - Projeto Aves Urbanas - Araras na cidade

O Turismo de Observação é excelente opção de passeio para quem está na cidade de Campo Grande e curte o turismo científico!

Aprender a apreciar, saber observar e conhecer a biodiversidade é a base para o desenvolvimento de políticas públicas e para a conservação daquilo que se ama. O Turismo de Observação é uma atividade educacional e de recreação, que reforça o interesse das pessoas pelo meio ambiente.

Por ser realizado em uma cidade, onde as araras convivem juntamente com carros, prédios e humanos, encanta os turistas, estrangeiros ou não, que percebem que é possível o convívio de animais silvestres em áreas urbanas, conciliando a presença do homem com a fauna local, promovendo, desta forma, a conservação da biodiversidade. O contato para agendamento e/ou maiores informações, poderá ser feito pelo telefone (67) 3222 1205 e pelo e-mail: contato@institutoararaazul.org.br

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